Análise Funcional do Fitness – Saúde e Esporte



Sobre a Avaliação:

O profissional conecta os sensores nos dedos do cliente para que possam captar os sinais do sistema nervoso e enviá-los ao computador, gerando resultados gráficos-estatísticos para avaliação funcional do Fitness. Essa aplicação é realizada através da manobra de posições, descrita mais adiante. A duração média da avaliação é de 6 minutos e o resultado é obtido imediatamente após a avaliação.

Durante a avaliação. o cliente não poderá fechar os olhos. conversar, dormir, realizar qualquer técnica de relaxamento e evitar movimentar-se.

Durante a avaliação, o cliente realizará a manobra simples das 3 posições da seguinte forma:

I° Posição Deitado: o cliente deverá permanecer deitado e em repouso, como na figura abaixo. até o software dar o sinal para que ele levante.

2° Posição – Levantar: após o sinal de aviso do software. o cliente deverá levantar o mais rápido possível e realizar um exercício respiratório simples, onde terá que inspirar o mais profundo possível, depois soltar todo o ar e, por fim. contar 2 segundos antes de reiniciar a inspiração. Essa manobra respiratória deverá ser feita até o software avisar que deve parar (em média 2 minutos).

3° Posição – Orlostático: após o sinal de aviso do soltvrare para encerrar a atividade de respiração profunda, o cliente deverá respirar normalmente, permanecendo em pé e parado até o final da avaliação, para que seja analisado esse período de recuperação após a atividade respiratória anterior.

Resultados do Fitness:

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Os resultados do Fitness apresentam parâmetros importantes para: 1- Avaliar o seu condicionamento fisico antes e durante o programa de Treinos 2- Auxiliar na escolha de atividades que, além de motiva-N. possa desenvolver suas aptidões e fazer com que você alcance os seus objetivos 3- Detectar deficiências, permitindo uma mudança no sentido de superá-las 4- Acompanhar seu Progresso 5- Reciclar o programa de Treinamento 6- Diminuir o risco de problemas de saúde 7- Indicativo para o período de recuperação após atividade física

Relatório da Avaliação do Fitness:

O relatório é dividido em 6 quadrantes que auxiliam na interpretação e apoio para alcançar a melhor performance física. Veja:

1° Capacidade Funcional Fisiológica: baseado na variabilidade do sistema nervoso autónomo, ele representa a capacidade dinâmica de todos os mecanismos de regulação do organismo. A análise da variabilidade do sistema nervoso autónomo é muito mais eficiente confiável que um teste de freqüência cardíaca elou pressão arterial, segundo mostra artigo Circularmo, American Heart Association. Mar 1996; 93:1043-1065

Os índices gerados da capacidade Funcionai Fisiotogica são baseados na Reação Cronotropica miocárclia. compensação vascular periférica, atividade parassimpática, indica da variabilidade cardíaca pelas ondas R-R, índice de respiração correspondente as ondas 08/02 segundos e indica da influência barorrefiexa baseado nas ondas de Traube-liering Waves. Como consequência, teremos uma melhor avaliação no controle Cardiovascular, pós enfarto, prevenção de morte súbita, melhora no cicio sono-vigilia, regulador hormonal, controle do cansaço e desânimo, estado de bem-estar. qualidade de vida, diminuição do estresse e auxiliar no equilibrio imunológico e linfático. fonte- The instinct to haat, EUA, 2004— David Servan-Sainaiber.

Através da utilização de parâmetros científicos e clínicos, geramos uma tabela para Capacidade Funcional Fisiológica, onde podemos identificar em que condição tísica o ciente está mais apto a realizar seus treinamentos.

No exemplo acima, vimos que o diante está começando a ter urna condição física mais adaptada para suportar treinamentos aeróbicos. Neste caso, já não é indicado treinamentos que alcance padrões anaeróbicos ou exercidos extremos para atletas que queiram alcançar uma Zona de melhor aptidão física.

Essa -não indicação ocorre por 2 motivos:

1°- O rendimento do treinamento não será tão efetivo;

2° Pode comprometer a saúde.

2° Reserva Funcional Adaptativa: Quando o nosso corpo Precise de energia. vitaminas, aminoácidos, proteínas, minerais etC, ele busca essas substâncias em nossas reservas e as utiliza da melhor forma possível. Porém, quando a reserva diminui, o nosso corpo utiliza duas estratégias de compensação: a primeira que é a de queimar músculo (perda de massa magra) e, em seguida, gordura. A segunda estratégia, após a deficiência nutridonal, é a liberação de adrenalma e colido’ (via sistema nervoso simpático). Com a adrenalina e o cortisol em excesso, e circulante em nosso sangue, aceleramos ainda mais o nosso corpo e o consumo da reserva aumenta. Porém, dessa vez haverá menos reserva e. assim, o ciclo do estresse recomeça, só que com mais Intensidade e gerando maior desgaste. Dessa forma, mecanismos do sistema nervoso são acionados mais vezes, esgotando cada vez mais nossas reservas até chegarmos na exaustão. Esses mecanismos geram um sinal em Nariz. onde captamos o sinal e correlacionamos à reserva funcional adaptativa representada no gráfico a seguir.

Com o esgotamento, começamos a ter sinais como: desgaste físico, confusão mental, deficiência de concentração, depressão e. conseqüentemente, diminuição no mecanismo dos sinais do sistema nervoso, que são amplitude e freqüência simpáto-adrenal.

Para tentar compensar a deficiência nutritional. utilizamos estimulantes como chás. café. medicamentos etc. levando assim, a um provável processo crônico que poderia ter sido evitado apenas com a observação e manutenção da reserva funcional adaptativa.

No exemplo acima, temos uma pessoa com uma reserva moderada. Assim, a indicação para a duração dos treinamentos deverá ser mais regulada, para evitar o desgaste e o ciclo do estresse.

3° Oxigênio Funcional: Através do Índice da Influência Barorreflexa, correlacionado com os níveis da variabilidade da Oxiemoglobina. o oxigénio funcional apresenta variações de que quanto menor for a sua porcentagem, maior serão os problemas relacionados a dificuldades respiratórias. formigamentos. tonturas, diminuição da capacidade cognitiva, dificuldade em realizar exercícios físicos e menor adaptabilidade na recuperação pós-treinamentos.

Temos 2 medidas sendo avaliadas no Oxigênio Funcional:

1 Atividade: o cliente estará sendo avaliado no momento em que levanta e realiza a respiração profunda, onde verificamos a eficiência do sistema nervoso e circulatório na adaptação adequada do oxigênio funcionai em atividade. Quanto mais próximo de 100%. maior será a eficiência na queima de gordura nos exercícios, melhor efeito em exercícios aeróbicos, ventilação pulmonar etc.

2 Recuperação: o cliente estará sendo avaliado no momento em que o sistema nervoso e circulatório se recupera após os estímulos da Atividade respiratória. Quanto mais próximo de 100% melhor a qualidade de adaptação cardiovascular, maior eficiência na recuperação após treinamentos. redução da pressão sanguínea. diminuição do colesterol etc.

4° Nivel do Fitness / Intervalogmma: Estes 2 gráficos representam a média geral da condição do Fitness Funcional do cliente, isto é, ele mostra a média ponderada de todos os índices gerados na avaliação, como: capacidade funcional fisiológica, reserva funcional adaptativa, oxigênio funcional, freqüência cardíaca máxima etc, e com isso é gerado um indica total que varia de O a 100%, como marcador global do nivel de Fitness em que o cliente se encontra. Quanto maior for essa porcentagem, mais adaptado ele estará para prática de exercidos físicos.

Quanto mais próximo de 0%, temos a representação da cor vermelha indicando Fitness insatisfatório, e próximo de 100% representa a cor verde indicando Fitness ótimo.

5° Indicações para os Exercícios: Essas indicações são baseadas no sistema nervoso autônomo, onde teremos uma sugestão de atividades físicas aeróbicas individualizadas, com relação à Capacidade Funcional Fisiológica e a Reserva Funcional Adaptativa. Informações imporlaMes também serão levados em conta como: idade, sexo, peso e nível da atividade fisica, isto é. se o cliente é sedentário, ou pratica atividade física que vai do leve ao muito intenso.

As indicações minimas sugeridas são divididas em 5 blocos e classificadas como:

• Duração: tempo mínimo de treinamento diário, pode ser fracionado no mesmo dia. Exemplo: 15 minutos manhã e noite. • Freqüência: quantos dias por semana ele irá praticar a atividade fisica (recomendação mínima). • Fisiologia: percepção mínima corporal, como mecanismo de compreensão do que a pessoa poderá sentir durante os treinamentos – Beneficios: quais os prováveis benefícios que a pessoa poderá ter com os treinamentos mínimos recomendados. – Averiguar: possíveis reações do sistema nervoso que se devem observar, durante os exercidos, para prevenção física efou emocional

OBS: essas recomendações também devem ser supervisionadas por um profissional competente e são baseadas na condição autonômica.

6° Faixa Funcional para Treinamento: Através da análise espectral de freqüência e tempo, baseado na FFT (transformada de Fourier) e na equação Auto-Regressiva para análise do sistema nervoso autônomo (The Amencan Joumal of Cardrology, Mar 1999;83— January;37 and 87— August 2002;90), podemos identificar faixas funcionais para treinamentos físicos, tendo como ponto de partida o cálculo da freqüência cardíaca máxima, proposto pelo departamento de esportes da sociedade brasileira de cardiologia.

Classificamos em 4 blocos para Faixa Funcional de Treinamento:

1- FCM: cálculo da freqüência cardíaca máxima, proposto pela SBC 2- Limite Superior de Treinamento: é calculado através da FCM multiplicado pela capacidade máxima da variabilidade do sistema nervoso autonômico, Isto é. a real capacidade que o coração tem de variar conforme estímulos nervosos. Esse padrão é muito mais seguro, pois Individualiza os valores funcionais do organismo e diminui os riscos de doenças, desgastes, lesões etc. 3. Limite Inferior de Treinamento: é calculado através da FCM multiplicado pelo índice da capacidade mínima da variabilidade autonômica, para detecção real mínima do treinamento funcional, aumentando significativamente a eficácia nos exercidos físicos. 4. Faixa para queimar gordura: calculado pela FCM e multiplicado pela média da capacidade máxima e mínima da variabilidade autonómica, promovendo uma faixa segura no treino para queima de gordura.

Nesse mesmo quadrante ainda temos 3 blocos que se referem ao metabolismo em geral. Veja:

1- Taxa Metabólica Mínima sugerida: é o consumo mínimo de Kcal sugerido, em relação ao período de treinamento, proposto no 5° quadrante. Esse cálculo é realizado através da fórmula matemática proposta pela Amencan Carrega of Spons Medicine• 2003, e multiplicado pelo índice da reserva funcional adaptativa. individualizando assim, a taxa metabólica mínima para os treinamentos.

2- Demanda Energética Mínima Sugerida: é o gasto energético mínimo sugerido em Kcal para que haja um efeito funcional significativo nos treinamentos. É calculado através da fórmula proposta pela American Cofiar of Sports Medrune- 2003, que multiplicado pelo índice da capacidade funcional fisiológica vai gerar um valor mínimo de queima em Kcal por dia de treinamento.

Avaliação dos Resultados referentes ao metabolismo:

Podemos ter uma Indicação de consumo diário de Kcal alta, no marcador da taxa metabólica, e ao mesmo tempo termos indicações leves para os exercícios físicos. Isso pode ocorrer devido a alguns fatores como:

• Peso acima da média: as indicações para os exercidos são baseados na capacidade funcional do sistema nervoso, portanto excesso de exercício fisico pode gerar desde um estresse do sistema nervoso até uma lesão. Com isso, e para evitar perda de massa magra, não podemos diminuir muito a ingestão de kcal de um indivíduo com um peso acima da média e. principalmente, isso iria gerar uma queda significativa na Reserva Funcional. Neste caso, o ideal seda realizar 1 mês de treinamento e refazer a Avais*, Funcional do Fitness. –

• Reserva Funcional Adaptativa Baixa: quando temos uma reserva funcional baixa. o sistema nervoso entra em déficit energético e. conseqüentemente. vai exigir aumento de ingestão de Kcal. Caso a pessoa esteja acima do peso. é só seguir a indicação acirna. Porém. se ela estiver no peso normal, ela terá que melhorar sua dieta alimentar e aumentar a demanda energética.

• Estresse: essa é uma situação difidl de trabalhar. pois envolve fatores extra-academia. Quando o nível de estresse aumenta. o sistema nervoso “acelera’, aumentando a ativação do sistema nervoso simpático e. conseqüentemente a queima energética desnecessária. e ao mesmo tempo, diminuindo ou até bloqueando o sistema nervoso parassimplfico. Esse mecanismo é conhecido como Luta ou Fuga e que. nos dias de hoje. é acionado várias vezes ao dia dependendo do tipo de trabalho, de como anda o relacionamento familiar etC. viver esse estresse diariamente vai diminuindo as reservas do corpo e inibindo o mecanismo parasslmpático, conhecido também como o “Freio’ do corpo eiou restaurador fisiológico. Devido essa baixa reserva, o corpo pede consumo de calorias, onde pessoas nervosas, estressadas ou que passam por um momento difícil, “descontam’ em cima de alimentos ricos em calorias como: chocolates, doces, massas etc. Isso fica evidente quando temos uma taxa metabólica e uma demanda energética muito alteradas, quando comparamos com as indicações dos exercidos físicos recomendados.

OBS: é importante saber que se o mínimo de demanda energética for inferior a Taxa metabólica Mínima sugerida, então será necessário dar intervalos de 2 horas para cada treinamento atingido. • IMC: é o índice de massa corporal proposto peta OMS — Organização Mundial de Saúde.


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